A inflação de automóveis usados avançou 0,27% em abril, desacelerando em relação à taxa observada em março (+0,71%).
O Celta, o Palio e o Onix foram os veículos que mais contribuíram para a aceleração do índice em abril, sendo que o Onix apareceu entre as maiores altas pelo terceiro mês consecutivo.
Regionalmente, o Norte registrou a maior variação em relação a março, com altas acima de 1% em praticamente todos os estados da região. Já o Centro-Oeste registrou queda na leitura de abril, com recuos mais intensos no Mato Grosso do Sul (-0,57%) e no Mato Grosso (-0,48%).
IBV Auto: inflação de automóveis usados avançou 0,27% em abril
Em abril, o índice de preços de automóveis leves usados registrou variação de 0,27% em relação ao mês anterior.
Apesar da alta, o resultado representou uma desaceleração significativa em comparação à média do primeiro trimestre de 2026 (+0,72%).
No acumulado em 12 meses até abril, o indicador apresentou alta de 6,99% nos preços dos automóveis usados.
Variação dos modelos com maior influência de alta/queda no IBV Auto
Norte foi a região que apresentou a maior inflação de veículos usados na passagem de março para abril; Centro-Oeste registrou queda
Em abril, a inflação de veículos usados na região Norte foi de 1,35%, com altas acima de 1% em praticamente todos os estados da região.
22 dos 27 estados registraram alta no preço dos veículos usados em abril. Já o Centro-Oeste registrou queda na leitura do mês, com recuos mais intensos no Mato Grosso do Sul (-0,57%) e no Mato Grosso (-0,48%).
No acumulado em 12 meses, lideram a alta de preços os estados de Minas Gerais (8,52%), Rio de Janeiro (8,16%) e Amazonas (7,43%). Na outra ponta, os estados que apresentaram menor taxa no período foram Mato Grosso (4,50%), Espírito Santo (4,85%) e Santa Catarina (5,17%).
Ano 2023
Desvalorização dos automóveis leves usados
Os modelos elétricos lançados em 2023 acumulam desvalorização de -45,6% até abril de 2026, trajetória influenciada também pela queda nos preços dos veículos elétricos novos, com aumento da concorrência e estratégias agressivas das montadoras com maior participação nesse segmento.
A desvalorização média dos híbridos de 2023 foi de -25,2% até abril de 2026. No mesmo período, a desvalorização média dos automóveis a combustão (modelos comparáveis) foi de -19,3%.
Ano 2022
Desvalorização dos automóveis leves usados
Os modelos elétricos lançados em 2022 acumulam desvalorização de -49,0% até abril de 2026. A entrada de novos modelos com preços mais competitivos e tecnologia superior segue pressionando o mercado de revenda dos modelos elétricos mais antigos.
A desvalorização média dos híbridos de 2022 ficou em -20,3% até abril de 2026. No mesmo período, a desvalorização média dos automóveis a combustão (modelos comparáveis) foi de -13,5%. Ambos os modelos têm mantido patamares similares de desvalorização desde meados de 2025.
Ano 2021
Desvalorização dos automóveis leves usados
Os automóveis do ano de 2021 apresentaram, inicialmente, aceleração de preços em relação ao valor de zero quilômetro, refletindo a forte inflação dos automóveis novos no período pós-pandemia.
Em abril de 2026, a desvalorização média da cesta de híbridos estava em -17,9%.
A cesta de automóveis a combustão (modelos comparáveis), por sua vez, registrou desvalorização menor no mesmo período, de -4,9%.
Sobre o IBV Auto (Índice BV Auto)
O IBV Auto (Índice BV Auto) é um indicador desenvolvido para medir, com precisão e base metodológica robusta, a variação de preços e a desvalorização de automóveis leves usados no Brasil. Utilizando dados reais de transações financiadas pelo banco BV, o índice reflete o valor de mercado dos veículos em todo o país, incorporando critérios rigorosos de amostragem, ajustes por depreciação e agrupamento técnico de modelos, permitindo acompanhar mensalmente a dinâmica dos preços por região e tipo de propulsão — combustão, híbrido ou elétrico.
A ponderação é realizada com base no valor total das negociações (volume * preço): quanto maior o preço e mais comercializado for um determinado modelo e ano, maior será o peso do veículo na cesta que compõe o indicador.
O índice utiliza o ano de 2019 como base histórica inicial, fixando o indicador nacional em 100, para permitir comparações ao longo do tempo até o mês mais recente de 2025. Nos índices regionais, a base é ajustada de acordo com a diferença média de preços em relação ao mercado nacional naquele ano. Isso garante que a série reflita com precisão a evolução dos preços e as diferenças regionais, oferecendo uma leitura mais apurada do mercado de usados.
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