Pesquisar carros com menor custo de manutenção faz bem para o seu bolso, especialmente se você não tem um orçamento muito “flexível” para lidar com os gastos após a compra.
Além disso, um valor elevado para conserto ou troca também tem a ver com dificuldade de encontrar peças para o seu modelo. Portanto, se precisar substituir algum componente do carro, além do valor, existe uma boa chance de ter que esperar um tempo maior até encontrar o item que falta.
Nesse período, provavelmente não vai dar para usar o carro, tendo ainda mais transtornos, principalmente se o seu trabalho depende dele. Então, nada como uma boa pesquisa para evitar esse tipo de problema.
Para ajudar nesse propósito, preparamos uma lista com alguns dos principais carros com custo de manutenção mais acessível no mercado brasileiro atualmente. Quer saber quais são eles? Continue lendo e descubra!
Por que avaliar o custo de manutenção antes de realizar a compra?
Há alguns fatores que tornam essa análise importante, como o próprio custo que você vai ter com esse procedimento depois de comprar o carro. Além do mais, manutenções preventivas normalmente diminuem os custos com reparos corretivos, então é importante fazer isso regularmente.
No entanto, se ele for muito caro, será um pouco mais complicado. Porém, não dá para descuidar da segurança nessa hora, então lembre-se de seguir, ao menos, a frequência de manutenção preventiva recomendada pela fabricante. Afinal, quem faz isso corre muito menos riscos de ter problemas graves futuramente, os quais vão gerar mais gastos.
Os modelos foram definidos com base em alguns indicadores da área. O primeiro é o Índice de Manutenção Veicular (IMV), do Centro de Experimentação e Segurança Viária (CESVI BRASIL). Desde 2015, essa métrica serve como referência sobre o custo de manutenção de um carro.
Ela vai de 10 a 60, sendo que quanto menor for a pontuação, menor será esse custo. O IMV considera o valor de manutenção de componentes veiculares de segurança e de rodagem, como:
- cabos;
- freios;
- correias;
- pneus;
- filtros de óleo;
- embreagem;
- limpadores de para-brisa;
- velas etc.
Esses itens precisam ser substituídos durante os primeiros 100 mil quilômetros rodados. Em suma, para chegar aos resultados o IMV junta custos dos componentes das manutenções preditiva e preventiva com os valores gastos com mão de obra.
Também foi usado o índice de reparabilidade veicular, chamado de CAR Group, que é divulgado no Boletim CAR Group, igualmente do CESV BRASIL. No caso, foi considerada a versão de agosto de 2020 desse relatório.
Esse índice mede a relação entre custo e facilidade de reparos, pois leva em consideração o valor de cesta básica de peças de cada carro, bem como o tempo de reparação de componentes das partes traseira e dianteira de cada modelo.
Agora chega de esperar. Vamos à seleção de alguns dos modelos mais vantajosos do mercado brasileiro quando o assunto é custo de manutenção:
- Renault Logan 1.0;
- Renault Sandero;
- Volkswagen up! 1.0;
- Nissan March;
- Nissan Versa;
- Toyota Etios Hatch 1.3 e Etios Sedan 1.5.
Como é feito o cálculo de custo de manutenção?
Além de analisar o IMV, você pode estimar os valores que vai gastar com reparos e trocas para o seu carro com dicas simples. Dalton Junior, da Vitória Veículos, explica que um elemento básico da manutenção é a troca de óleo, cuja recomendação é que seja feita a cada 10 mil km. “Uma troca de óleo de um carro gira em torno de, com mão de obra, R$400,00 a R$500,00”, explica ele.
Dependendo do modelo, da região e do fornecedor, esse valor vai ser maior ou menor, mas essa é uma referência média. De qualquer modo, é possível estimar o quanto rodará com o carro para calcular o número de trocas de óleos e, em seguida, o valor a pagar com isso.
Também é preciso ficar atento a outros componentes. “Freios, pneus e outros itens que requerem manutenção são mais duráveis, mais a longo prazo”, comenta Dalton. Portanto, isso vai afetar o custo com manutenção em períodos posteriores, gerando variações significativas em alguns anos. Ainda é preciso avaliar os valores de seguro obrigatório (DPVAT) e de licenciamento, que são fixos para todos os carros. Já os seguros convencionais e o IPVA mudam de acordo com o modelo.
Em outras palavras, um seguro convencional, contratado pelo proprietário, dependerá de diferentes aspectos, como modelo, sinistralidade do carro, perfil de risco da pessoa etc. A depreciação também precisa ser avaliada, pois o carro desvaloriza ano a ano.
Outro aspecto importante é a estética da manutenção. Isso porque a troca de uma peça por outra original, praticamente idêntica, e um serviço de reparo que deixe o carro visualmente parecido a um novo tendem a ser mais caros. Além disso, há a manutenção da pintura, da lataria e de outras partes visuais do carro. Sendo assim, é preciso estar preparado financeiramente se quiser ter um carro bonito por perto.
Se você, como comprador, deseja maior segurança na hora de comprar um carro, há alguns pontos de atenção. Dalton sugere checar o histórico de manutenção do antigo proprietário. Nesse caso, ele destaca que é possível verificar se o livreto do manual está com as revisões atualizadas.
Também dá para pedir na loja em que se comprou o carro as chamadas vistorias cautelares, um meio a mais de ter segurança na compra. Aliás, ele destaca que, em uma loja de procedência, há maior garantia para o consumidor. De qualquer forma, na dúvida, leve o carro para o seu mecânico de confiança para verificação de peças e demais componentes.
Dalton também orienta para avaliar se o carro conta com quilometragem compatível com o ano dele. Isso porque um carro geralmente roda até 20 mil km por ano. Em especial, se for usado para trabalho e viagens. Por sinal, se fizer uma revisão a cada 10 mil km, o veículo vai demandar até duas por ano.
No caso de quem o utiliza mais para atividades familiares, como sair no fim de semana com a família e buscar as crianças na escola, ele vai rodar bem menos. “Seria, no máximo, uns 10 mil km no ano”, comenta Dalton.
É importante conferir as tarefas que foram realizadas pelo modelo desejado, caso seja seminovo, pois elas fazem com que ele tenha de passar por mais manutenções. Nesse caso, escolher carros com menor custo de manutenção se torna ainda mais importante porque a economia pode ser grande.
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