Artigos

Veja como calcular a depreciação do veículo!

avatar
Por José Boralli em 16/08/2021 às 00:00
Atualizado em 16/08/2021 às 00:00
Veja como calcular a depreciação do veículo!

Se você está pensando em comprar um carro seminovo e, principalmente, um carro novo, existe um ponto que é pouco lembrado pelas pessoas, mas que faz total diferença na hora da escolha, que é saber como calcular a depreciação do veículo.

Todo veículo, com o simples passar dos anos, perde o seu valor. Ou seja, no momento da compra você paga um valor “x”, mas tempos depois, na hora de vender, o carro já não valerá aquilo que foi pago. Essa depreciação é algo normal e, quanto a ela, não há muito o que fazer.

Contudo, existem carros que apresentam um índice de depreciação mais elevado. Ou seja, desvalorizam ainda mais com o passar do tempo. Os motivos que levam a essa maior desvalorização são os mais variados. Então, o mais recomendado é calcular a depreciação de veículo antes mesmo de fechar a compra.

Para ajudar você nessa tarefa, preparamos este artigo ensinando como fazer esse cálculo e evitar surpresas desagradáveis no futuro. Continue a leitura e confira!

O que é a depreciação do veículo?

De maneira simplificada, podemos entender a depreciação como a perda do valor comercial do veículo no decorrer dos anos. Isso acontece pelo simples fato de que o tempo é um fator de desgaste natural do bem, já que todo carro tem a sua vida útil — a qual vai reduzindo à medida que ele é utilizado.

Como acontece essa depreciação?

Em geral, o tempo é um dos fatores que causam a depreciação do veículo. Isso porque, por exemplo, quando se depara com um carro com dez anos de uso, é muito natural que se imagine que ele já rodou bastante e teve os seus componentes desgastados — ainda que todas as manutenções tenham sido realizadas corretamente.

No entanto, somado ao tempo de uso, existem outros muitos fatores que podem impactar — e até acelerar — a depreciação de um veículo. Por exemplo, se o carro é utilizado de maneira descuidada, sem que as manutenções sejam realizadas, certamente a depreciação será maior.

Da mesma forma, existem alguns fatores externos, isto é, que não dependem muito da postura do proprietário, que também impactam nessa depreciação. Entre esses fatores, podemos citar:

  • baixa procura pelo carro no mercado de seminovos — assim, se os compradores não têm interesse no modelo, é natural que o seu valor de mercado caia;
  • valor de mercado — em regra, carros mais caros, como os de luxo, tendem a desvalorizar mais, já que a demanda por eles é menor, assim como os custos de manutenção;
  • interrupção da produção — quando a montadora resolve tirar o carro de linha, é muito comum que ele deprecie ainda mais;
  • dificuldade para fazer as manutenções — em regra, carros mais incomuns no mercado e que apresentam maior dificuldade para se encontrar peças, por exemplo, acabam desvalorizando mais do que modelos mais comuns;
  • cor do veículo — geralmente, carros de cores mais exóticas também acabam desvalorizando um pouco mais, já que podem ser mais difíceis de ser comercializados.

Como calcular a depreciação do veículo?

Antes de qualquer coisa, é bom deixar claro que o cálculo de depreciação do veículo não é algo exato, podendo sofrer algumas variações de caso a caso. No entanto, ainda assim é possível ter uma noção aproximada desse índice de desvalorização.

Assim, para se chegar a um cálculo mais seguro, é importante considerar alguns pontos. Para facilitar a sua vida, listamos algumas das melhores práticas para fazer esse cálculo. Confira!

Saiba qual a vida útil média do carro

Como qualquer outro bem, o carro tem o seu tempo médio de vida. Afinal, por melhor que seja, veículo nenhum dura para sempre, não é mesmo? Então, um dos primeiros pontos a se considerar é a vida útil média do modelo que se pretende adquirir.

Uma boa dica para conseguir essa informação é pesquisar na internet os anúncios de veículos mais antigos. Se tiver dificuldade para encontrar um modelo com 15 ou 20 anos de uso, por exemplo, significa que é bem provável que esses carros deixem de circular antes desse prazo.

Feito isso, o mais natural é que carros com uma maior vida útil desvalorizem menos ano a ano.

Avalie a tabela FIPE

Outro elemento muito importante para calcular a depreciação de um veículo é consultar a tabela FIPE. Como se sabe, essa tabela lista o valor comercial médio dos veículos, de acordo com o seu modelo e ano de fabricação.

Dessa forma, antes de fazer um compra, vale a pena consultar a tabela FIPE e verificar qual a desvalorização do modelo desejado de um ano para o outro. Além disso, vale a pena verificar a desvalorização em relação ao veículo zero-quilômetro, pois é muito comum os carros sofrerem uma depreciação maior nos primeiros anos.

Vale lembrar, no entanto, que é possível reduzir essa desvalorização natural do veículo, causada pelo tempo e uso do bem. Uma boa maneira de conseguir isso é cuidando do carro. Como dito, todo carro sofre essa depreciação, já que é natural que ocorra o desgaste do veículo com o passar dos anos e à medida que ele é utilizado.

Considere o modelo do veículo

Além dos pontos citados, o cálculo de depreciação também deve levar em conta o modelo do veículo. Como dito, carros com menos unidades vendidas, como os de luxo, acabam apresentando uma grande desvalorização, pois tendem a ter uma baixa procura pelos compradores.

Da mesma forma, modelos que têm uma fama não tão boa — a exemplo daqueles que apresentam um alto custo de manutenção, são difíceis de se encontrar peças de reposição ou são fabricados por empresas que não têm uma atuação tão forte no país — acabam por depreciar mais. O mesmo se aplica aos carros importados.

Por fim, como vimos, calcular a depreciação do veículo não é algo complexo, embora seja muito importante. Então, se você está pensado em trocar de carro ou comprar um novo, vale muito a pena verificar a média de desvalorização do modelo desejado. Dessa forma você evita de ver o seu suado dinheiro indo para o ralo ano após ano.

Agora que você já sabe como calcular a depreciação de veículo, não pare por aqui! Como citamos a tabela FIPE neste conteúdo, vale a pena conferir nosso artigo sobre esse tema. Confira!

Mais sobre o assunto