Engana-se quem pensa que carros antigos são só para exposição de museu. Recuperar suas características originais e até mesmo modificá-los para dar um ar diferenciado é uma prática mais comum do que parece. Entretanto, quem deseja restaurar carros nem sempre sabe por onde começar.
Criamos este artigo especial para mostrar que isso não precisa ser um bicho de sete cabeças. Do motor do carro até a funilaria e o acabamento, existem dicas que podem ajudar você a ter sucesso nessa empreitada. Veja a seguir tudo o que é importante saber antes de começar!
Por que restaurar um carro?
Quem já realizou uma restauração pode comprovar: estamos falando de um processo que envolve muita paixão por carros — mas não só isso. O processo é uma verdadeira terapia, na qual cada nova etapa concluída traz um sentimento de satisfação. É preciso muita dedicação e estudo, coisas que exigem tempo e paciência para começarem a dar resultados.
A restauração de um carro é uma verdadeira arte, e por trás dela não está uma simples vontade de provar as habilidades do profissional. A paixão pelo automobilismo e pelas máquinas do passado traz consigo um grande respeito à memória, que se traduz em uma forma de homenagear a história de quem nos trouxe até aqui.
Quem pensa em restaurar não quer apenas trocar de carro. Dito isso, é importante entender que o processo exige atenção. Quanto mais antigo e deteriorado estiver o veículo, mais fundamental é o papel das peças e dos materiais que você utiliza.
Tenha em mente que o motor, por exemplo, foi desenvolvido com base em uma engenharia muito precisa, cuja finalidade era encontrar um ponto de equilíbrio que garantisse o bom funcionamento da máquina. Afinal, se restaurar a parte externa já é bom, nada melhor do que poder rodar pelas ruas com o carro, não é?
Veja então o passo a passo para não errar na restauração!
Quais são as etapas do processo?
O primeiro passo começa antes mesmo da compra do veículo. Tenha atenção, pois ele é decisivo no que diz respeito ao tempo e ao próprio custo de toda a restauração.
1. Escolha o carro
O tipo de carro que será restaurado deve ser avaliado com cuidado. É comum que os principiantes no assunto se sintam tentados a topar grandes desafios ou se emocionarem com um modelo que tem um significado especial. Pense da seguinte forma: se você tem em mente um grande carro que quer restaurar, ele não deve ser o seu primeiro.
A primeira restauração pode ser feita com excelência, mas, mesmo assim, a próxima tende a ser ainda melhor. Essa fase de aprendizado trará alguns desafios e vale a pena tirar um pouco o peso da responsabilidade para desfrutar melhor todo o processo.
Além disso, lembre-se: quanto mais antigo e raro for o carro, mais caras serão as peças. Logo, é preciso avaliar também a situação do veículo para ter uma noção de quanto será preciso investir. Quanto mais deteriorado, mais peças você precisará comprar.
2. Compre as peças
No cenário ideal, você terá 100% das peças em mãos antes de começar a restaurar o carro. O objetivo é evitar que o processo seja interrompido pela falta de algo. Contudo, sabemos que os próprios prazos de entrega variam e algumas peças podem demorar para chegar. Então, avalie essa questão antes mesmo da compra do carro.
Modelos mais antigos, por exemplo, oferecem uma experiência única de dirigir um carro cuja mecânica é tão diferente — e isso vai muito além da falta da direção hidráulica e ar condicionado. Porém, é interessante saber se as peças serão relativamente fáceis de achar, além do nível de dificuldade da restauração.
Nesse momento, vale a pena pedir a opinião de especialistas no assunto e visitar exposições para conversar com quem já restaurou exatamente o modelo que você tem em mente. Crie um estoque com algumas peças para substituição, já que a fragilidade do veículo pode exigir uma manutenção mais cuidadosa e frequente.
3. Comece pela parte mecânica
A restauração exige a desmontagem do veículo para uma análise minuciosa do funcionamento mecânico. A dica é começar por aqui para evitar imprevistos. Lembre-se de verificar essa questão antes da compra, caso queira garantir que seu foco principal será a parte estética.
4. Desmonte e faça a funilaria
Providencie o máximo possível de referências em imagens para garantir o resultado que você quer alcançar. Então, desmonte as peças e remova a pintura para avaliar corretamente como a funilaria deve ser restaurada.
5. Consulte especialistas em pintura
Com as peças separadas e prontas para pintar, consulte especialistas para não errar na compra da tinta. A dica é usar um colorímetro para garantir o tom exato que você quer em cada peça.
6. Faça a montagem
Para finalizar, a montagem precisa ser feita com cuidado, considerando o acabamento, os itens de fixação e a própria estratégia de encaixe das peças. Lembre-se de providenciar uma garagem apropriada para conservar melhor o carro restaurado.
Além de testar toda a parte mecânica, é fundamental verificar a documentação do carro. Em alguns casos, é preciso providenciar uma nova placa específica para carros antigos. Mesmo que o veículo seja mais recente, é preciso verificar se foram feitas modificações em características originais, como a cor. Nesse caso, o documento deverá ser ajustado.
Além disso, lembre-se de cumprir as exigências dos órgãos reguladores no que diz respeito às revisões de itens de segurança. Feito isso, é só aproveitar esse momento tão sonhado e rodar pelas ruas com seu carro restaurado!
Com essas dicas em mãos, você garante um planejamento adequado para que esse processo seja tão proveitoso quanto pode ser. É um trabalho cuidadoso, mas que fortalece a cultura e história automobilística. Além disso, o veículo se tornará ainda mais valioso, podendo ser negociado no futuro.
Agora que você já sabe como restaurar carros, mãos à obra! Faça seu planejamento e dê o primeiro passo nessa aventura!
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