Na hora de comprar o primeiro carro, sempre bate aquela ansiedade, um friozinho na barriga e também o medo de não tomar as melhores decisões. Para evitar que você tenha arrependimentos futuros com uma experiência que deveria ser boa, é necessário adotar alguns cuidados básicos.
Eles vão desde a definição das suas necessidades até a análise dos modelos que estão disponíveis no mercado — e que estão de acordo com o que você busca e o seu bolso.
Neste artigo, vamos explicar quais são eles de forma bem detalhada, mostrando o que se deve avaliar antes e durante a sua compra. Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue com a gente e confira!
Definindo os motivos para a compra do primeiro carro
Antes de tudo, o ideal é que você entenda os motivos pelos quais vai comprar o seu primeiro carro. Isso vai ajudar bastante a entender qual é o modelo mais adequado para as suas necessidades — e a evitar um gasto que não vai trazer o retorno esperado. A seguir, listamos alguns critérios que você pode considerar.
Frequência de uso
Você é daquele tipo de pessoa que quer o carro para ir ao trabalho todos os dias ou prefere usá-lo somente para sair aos finais de semana? Se a frequência for alta, deve-se levar em consideração que o desgaste — e a necessidade de reparos — será maior.
Nesses casos, a recomendação é a de que você opte por modelos que sejam mais econômicos no que diz respeito à manutenção. Assim, sempre que for necessário fazer uma reposição de peças, elas serão facilmente encontradas e o custo desse tipo de trabalho não será tão alto.
Quantidade de pessoas que vão utilizar o carro
Se você tem família (principalmente criança), o ideal é pegar um modelo maior (como SUV). Por outro lado, se você é jovem, com um estilo mais despojado e não tem filhos, pode apostar em um modelo esportivo e compacto que não terá problemas.
Distâncias percorridas
Aqui, caímos no mesmo problema da frequência de uso: quanto maior forem as distâncias percorridas, maior será o desgaste do veículo. Dessa forma, você precisa se preparar para ter um gasto maior com manutenções preventivas e possíveis reparos.
Além disso, se o seu objetivo é usar o carro para viajar periodicamente, saiba que também deve se programar para realizar as revisões necessárias, garantindo a sua segurança (e dos passageiros).
Mais uma vez, caso você não queira ter gastos muitos altos, a recomendação é a de optar por modelos econômicos — tanto no consumo de combustível quanto na reposição de peças e manutenção.
Analisando as finanças pessoais
É preciso ter em mente que a compra do primeiro carro é algo que vai gerar um impacto grande para o seu bolso — tendo em vista o alto valor do veículo (mesmo que ele seja usado).
Por isso, é importante analisar as suas finanças pessoais e fazer um bom planejamento para que essa aquisição não se torne um problema futuramente.
Nos tópicos a seguir, mostramos algumas questões que precisam entrar nessa organização e como elas devem ser avaliadas e planejadas.
Definir o valor total a ser pago pelo veículo
Você precisa definir um valor máximo que será pago no veículo e ele deve estar de acordo com as suas possibilidades, principalmente se for feito um financiamento — já que as parcelas provavelmente se tornarão uma dívida de médio ou longo prazo.
Com base nesse limite estipulado, já fica mais fácil encontrar os modelos que se encaixam nessa faixa de preço e começar a fazer uma seleção a respeito de quais satisfazem as suas expectativas e necessidades.
Separar um valor para pagar a entrada
Caso você opte por comprar o carro via financiamento, o ideal é que faça umas economias durante um tempo, a fim de oferecê-las como entrada na hora de fechar negócio. Isso é importante, pois a maioria das instituições não oferece planos para financiar o valor total do bem.
Quanto maior for esse valor, melhores serão as condições para pagamento — no que diz respeito tanto à quantidade de parcelas quanto às taxas de juros praticadas (nesse caso, ambas podem ficar menores).
Outro ponto importante que você deve levar em consideração está relacionado aos gastos que terá todos os meses com o veículo. O combustível, o valor da parcela do financiamento e o pagamento do seguro são alguns desses custos fixos.
Certamente você sabe que todos os anos terá que arcar com algumas despesas, certo? Então, aqui vai uma dica para ajudar: se possível, vá juntando parte do valor todos os meses, para que, no próximo pagamento, tenha o valor total e possa fazê-lo à vista.
Dessa forma, você evita comprometer a maior parte do seu décimo terceiro ou ter que conseguir levantar um valor mais alto para pagar esses compromissos, por exemplo.
Assim, em resumo, é importante se preparar para todos os gastos que vêm com a aquisição. Veja, nos próximos tópicos, os principais deles.
IPVA
O Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) consiste em uma taxa obrigatória, paga todos os anos para o estado. O valor é calculado com base na marca, no modelo e no ano do veículo e em uma tabela disponibilizada pelo Detran. Caso você deixe de pagá-lo, sofrerá com a incidência de uma multa e na perda do direito ao licenciamento.
Seguro DPVAT
O Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres também é obrigatório e é pago junto ao IPVA todos os anos.
Licenciamento
O licenciamento também é cobrado anualmente e permite que o carro circule livremente. A definição da taxa varia entre os estados.
Estacionamento
Saindo das cobranças obrigatórias, temos o pagamento de estacionamento. Se você não conta com a liberação de uma vaga na empresa ou no condomínio onde mora, por exemplo, precisa contar com esse gasto todos os meses. Se a necessidade for diária, precisa se preparar para desembolsar uma boa quantia do seu orçamento.
Combustível
Aqui, não tem como fugir. Se você vai usar o carro, em algum momento precisará parar para abastecê-lo — e é aí que esse custo entra no orçamento. O total do gasto no mês vai depender, é claro, da frequência na qual ele é utilizado, das distâncias percorridas e do consumo médio do modelo adquirido.
Seguro contratado
Além do seguro obrigatório, o ideal é que você contrate um seguro para furtos e roubos — que também tem cobertura para casos de acidentes e necessidades de reparos, por exemplo. O valor a ser pago depende do modelo do veículo e do perfil do motorista (o que inclui idade e gênero).
Aqui, vale a pena fazer uma pesquisa no mercado e avaliar alguns preços praticados pelas seguradoras. Com esse trabalho, você conseguirá encontrar uma proposta atraente para o seu bolso — só não se esqueça de analisar bem a cobertura e as cláusulas do contrato, para fechar com a empresa que oferecer o melhor custo-benefício.
Manutenções preventivas
A fim de evitar falhas mecânicas que podem ser tornar um problema sério — e até mesmo causar acidentes —, é recomendável que você leve o carro para manutenções preventivas e revisões periódicas. Um dos serviços mais básicos relacionados a isso é a troca de óleo.
Como esse é mais um custo que o veículo gera para o dono, você já pode se preparar para ter esse tipo de gasto com determinada frequência. Apesar de alguns proprietários considerarem que esse é um custo que pode ser adiado, lembre-se de que algo simples (e barato) pode se tornar um problema sério e representar um grande prejuízo para o seu bolso posteriormente — isso sem contar os riscos no trânsito e na estrada.
Planejar o seu orçamento mensal
Como o seu orçamento mensal será alterado (e muito) com todas as despesas que vão surgir com a compra do carro, é importante que você faça uma análise e organize todos os seus gastos. Dessa forma, você consegue garantir que todos os seus compromissos serão devidamente pagos.
Se for o caso de apertar um pouco as suas finanças, é o momento de rever os gastos desnecessários e considerar a possibilidade de reduzi-los ou, até mesmo, eliminá-los.
Fazendo uma reserva de emergência
Se acontecer qualquer imprevisto com você hoje e a solução exigir alguma quantia em dinheiro para ser resolvida, você consegue se sair bem — sem precisar recorrer ao cheque especial ou aos cartões de crédito?
A reserva de emergência serve justamente para essas situações em que algum problema aparece sem aviso-prévio e gera gastos (que também são inesperados).
Assim como ela é uma excelente alternativa para lidar com problemas de saúde, por exemplo, pode ser uma grande aliada na hora que você tiver alguma situação com o carro.
Um bom exemplo disso na prática é quando surge algum problema mecânico, e você precisa levá-lo para a oficina e pagar pelo conserto. Para evitar mais uma dívida a ser paga, a reserva pode ser usada, e o pagamento pode ser feito à vista.
Definindo o tipo de carro
Uma das maiores dúvidas de quando a gente vai comprar o primeiro carro é se a melhor opção é o 0km ou se o mais indicado é um veículo usado. É claro que essa decisão envolve as suas possibilidades, as expectativas e, até mesmo, o desejo (já que muita gente sonha em tirar um carro novo de dentro da concessionária).
A seguir, vamos falar um pouco mais sobre cada uma dessas opções para ajudar você a entender melhor quais são as vantagens e desvantagens delas. A partir daí, fica mais fácil tomar a decisão com base em suas preferências.
0km ou usado
Um carro 0km sai da concessionária com a garantia de fábrica e, devido ao fato de nunca ter sido usado antes, tem menos chances de apresentar problemas mecânicos.
Porém, o investimento necessário para a compra é mais alto, mesmo nos modelos mais básicos — há casos em que os valores de um carro zero são suficientes para adquirir um modelo superior usado ou seminovo.
Além disso, também vale a pena citar a grande desvalorização que esses veículos sofrem, principalmente logo no primeiro ano. Então, esteja ciente de que o carro vai perder muito valor no mercado (e isso é especialmente importante se você deseja revendê-lo para trocar de modelo posteriormente).
O carro usado, por sua vez, é mais barato que o novo e não tem esse problema da alta desvalorização. Porém, é preciso colocar na balança o histórico que o automóvel tem — que pode ser de bastante cuidado, mas que também pode ser problemático.
Portanto, por mais que possa parecer uma proposta atraente, deve-se ter cuidado de não cair naquele erro do “barato que sai caro”. Em outras palavras, o valor negociado na compra pode ser muito bom, mas os gastos com os reparos posteriormente podem ser tão grandes, que não compensam o negócio.
Qual é a melhor opção
Se você já decidiu que quer comprar um 0km — apesar dos pontos que podem pesar contra —, então, é esse caminho que deve seguir (sem dúvida). Aí, você tem a tranquilidade de que está levando um bem que não foi de outra pessoa, não tem nenhum histórico e nenhuma pegadinha.
Entretanto, se você não tem o hábito de dirigir e sabe que precisa de prática, corre o risco de causar alguns danos ao veículo inicialmente (como arranhões e amassados). Se o carro é usado, o custo com esses reparos é inferior. Isso sem contar as outras vantagens que já citamos.
Caso opte pelo seminovo, tenha bastante cuidado na escolha. Evite comprar no impulso e pesquise bastante antes de acreditar em ofertas que parecem muito atraentes.
Modelo ideal
O modelo ideal precisa ser pensado de acordo com as suas necessidades e o uso que pretende fazer do veículo — lembra que falamos ali em cima sobre veículos maiores para quem tem filhos?
Da mesma forma, se você gosta de viajar bastante, é recomendado comprar um veículo com o bagageiro maior (como um sedan) e assim por diante. Sendo assim, tenha sempre em mente: o modelo ideal é aquele que é bonito (de acordo com o seu gosto) e funcional (que atende às suas necessidades).
Analisando o veículo escolhido
Agora que você já tem em mente qual veículo quer comprar, deve tomar outros cuidados extras e fazer algumas avaliações antes de fechar os negócios. Confira as nossas dicas sobre isso a seguir.
Veja se está dentro das suas expectativas
O modelo escolhido está dentro das suas expectativas e possibilidades? De nada adianta escolher um carro dentro da faixa de preço estabelecida e que atenda às suas necessidades, se ele não é o que você espera. Por ser o primeiro carro, ele tem um simbolismo maior — e, por isso, não queremos correr o risco de lidar com um sentimento de frustração depois, certo?
Mesmo que você encontre um bom carro e ele esteja dentro do seu limite de gasto, não deixe de tentar uma negociação com o vendedor. Pode ser que você consiga algum desconto, um benefício nas condições de pagamento ou, até mesmo, outra vantagem (como o emplacamento ou a documentação grátis).
Na pior das hipóteses, o máximo que pode acontecer é o vendedor dizer que, infelizmente, não tem como melhorar a oferta que está sendo oferecida no momento — ou seja, você não perde nada por tentar, não é mesmo?
Na hora de avaliar as condições do veículo que possivelmente será comprado, chame algum mecânico de confiança para ajudar nessa tarefa. Alguns aspectos superficiais (como a pintura, as lanternas e o acabamento interno) podem ser checados por você.
Contudo, existem algumas questões que só são percebidas por um profissional, como é o caso de ruídos incomuns, trepidação ou mesmo problemas com o motor — que podem representar um grande prejuízo financeiro posteriormente. É aí que o mecânico tem um papel fundamental para que a sua compra seja bem-sucedida.
Independentemente de o veículo ser adquirido com concessionária ou direto com o vendedor, é importante solicitar um test-drive. Veja a possibilidade de dar uma voltinha com o carro e aproveite para avaliar se ele é confortável, se está dentro do que você espera e, principalmente, se ele não apresenta algum problema (como os ruídos que só aparecem com o automóvel em movimento).
Se possível, faça isso com o mecânico por perto. Ele será capaz de fornecer uma avaliação ainda mais completa, principalmente se houver algum problema que se acentua depois que o carro é ligado e está sendo utilizado.
Compre o seu primeiro carro pensando no futuro
Por mais que a decisão na hora de comprar o seu primeiro carro seja tomada focando no “agora”, é legal fazer isso pensando no futuro — especificamente se você pretende revendê-lo para adquirir outro melhor posteriormente.
Nesse caso, você pode dar preferência para veículos que são bem-aceitos na hora da revenda. Assim, aumenta-se a segurança de que você vai conseguir passá-lo para frente de forma mais rápida e por um preço justo.
Erros a serem evitados na hora de comprar o primeiro carro
Certamente, agora você já sabe como proceder na hora de comprar o seu primeiro carro e o que deve levar em consideração durante todo o processo. Entretanto, vale a pena frisar alguns erros que devem ser evitados a todo custo — fugindo de prejuízos financeiros e frustrações. Conheça os principais nos próximos tópicos.
Agir no impulso ou cair no papo do vendedor
Por mais simpático que o vendedor possa parecer na hora da negociação, tome muito cuidado: essa estratégia é muito utilizada para acelerar o processo e fazer com que a venda seja finalizada com mais rapidez.
Por isso, controle a ansiedade e aja com cautela nesse momento. Preste bastante atenção na oferta, nos pontos fracos que podem pesar futuramente (principalmente se você for revender o veículo depois) e em qualquer aspecto que possa indicar que ainda não é a hora certa de fechar negócio.
Fugir muito do orçamento que foi definido
A ideia de criar um orçamento é, justamente, ajudar você a não se prejudicar financeiramente. Não se esqueça de que essa é uma compra de alto valor e que, se não houver o devido cuidado, existem grandes chances de ela se tornar uma despesa muito elevada — que está além das suas possibilidades.
Isso é especialmente importante quando estamos falando de um financiamento. Portanto, esteja ciente do limite máximo que poderá assumir em uma parcela e respeite o seu bolso.
Pode ser que você não consiga comprar aquele carro sonho de consumo nesse primeiro momento. Porém, é melhor focar em pagar tudo em dia do que se complicar e fazer com que a dívida fuja do controle depois de certo tempo.
Deixar de fazer aquele test-drive
Não deixe, em hipótese alguma, de solicitar o teste de direção no veículo que deseja comprar. É por meio dele que você consegue ver além da beleza exterior e avalia se ele oferece tudo que é necessário para atender às suas necessidades e expectativas.
É natural que, na pressa de fechar o negócio rápido ou mesmo por timidez, muitas pessoas acabem deixando de realizá-lo — o que pode ser um erro fatal.
Aproveite esse momento para analisar o conforto, como ele desenvolve nas ruas, a altura e a regulagem dos bancos e os possíveis barulhos que possam existir. Só então identifique se o carro está de acordo com o seu desejo e, caso positivo, conduza a negociação para o fechamento.
Comprar o primeiro carro é algo único e especial para muitas pessoas. Para ajudar a tornar essa experiência ainda mais positiva, o ideal é que você cuide de algumas questões e aja de forma precavida. Assim, evita-se agir no calor do momento e comprar um veículo que não seja o que você esperava.
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