A compra de um novo carro é uma realização pessoal e tanto, pois soluciona a necessidade de locomoção. É uma decisão muito importante, já que o custo desse bem é consideravelmente elevado. Portanto, é necessário saber qual o modelo ideal para atender à sua demanda por meio do teste de usabilidade do automóvel.
Ter um veículo de passeio é sinônimo de liberdade. Porém, na prática, ele é capaz de gerar transtornos com o tempo, principalmente se a aquisição não for embasada em um planejamento criterioso.
São inúmeros fatores que devem ser considerados. Para tornar sua aquisição mais consciente e satisfatória, confira alguns cuidados que você precisa tomar na hora de levar um carro para casa.
O que é e como funciona o teste de usabilidade do automóvel?
Como o próprio nome diz, é um teste que comprova a necessidade de uso de um veículo. Esse processo de análise contém três pilares distintos, que são:
- eficácia: possibilidade de alcançar objetivos específicos com o carro, como locomover-se com conforto e segurança;
- eficiência: nível de esforço do usuário (capacidade motora e orçamentária) para fazer o automóvel ser utilizado com todo o seu potencial;
- satisfação: sensações positivas ao guiar o veículo pelas ruas e estradas.
Além disso, existem três requisitos de usabilidade veicular que devem considerados, como:
- facilidade de encontrar dispositivos, como botões de iluminação, ar-condicionado, sistema de som etc.;
- facilidade de acessar controles, como botões de vidro elétrico, volante multifuncional, retrovisores, espelhos e painéis;
- facilidade de acionar controles e ler as informações dos painéis: conforto no uso de funcionalidades de bordo.
Todos esses parâmetros são essenciais para fazer a melhor escolha.
Como avaliar a usabilidade de um veículo?
Agora que você conhece o teste de usabilidade do automóvel, vamos às recomendações para colocá-lo em prática de forma abrangente. Veja como avaliar o uso do seu futuro carro para fazer uma compra compatível com as suas demandas e necessidades diárias. Confira!
Preço
O orçamento é um dos primeiros pontos a serem observados durante o processo de aquisição do seu veículo. Alguns motoristas ficam desapontados por encontrarem o modelo ideal, mas não terem condições de pagar por ele. Outros não aproveitam o momento de pesquisa para conhecer opções mais acessíveis.
O segredo é respeitar o teto mensal, exceto para situações em que a oferta valha muito a pena ou em que você tenha uma boa quantia reservada para fechar negócio sem prejudicar seu controle financeiro.
Outro fator é a forma de pagamento. Caso não seja desejável ou possível pagar à vista, é preciso estipular um limite para as parcelas do financiamento.
Caso você queira financiar o valor do veículo, pense bem na quantia necessária e no período das mensalidades. Afinal, após a aquisição, o carro terá outros gastos, como seguro auto e manutenção.
Utilidade
Após determinar o orçamento e escolher a forma de pagamento, é hora de levantar as funcionalidades que você deseja (ou precisa) em um automóvel. Se tem uma família com filhos, por exemplo, ter um veículo mais espaçoso é a melhor opção. Quem trabalha como motorista de aplicativo ou viaja muito precisa de um bagageiro grande.
Caso você queria economizar com combustível, precisa encontrar modelos mais econômicos, que por consequência são menos potentes. No entanto, se a sua preferência é para uma máquina mais esportiva, terá de gastar mais, tanto na compra quanto no seguro.
Uma sugestão que favorece uma boa decisão é compreender as características de cada categoria veicular. Depois, basta fazer pesquisas mais específicas, como carros automáticos, sedãs com maiores porta-malas, SUVs mais econômicos, automóveis mais seguros e confortáveis para dirigir etc.
Depreciação
Só de sair da concessionária, o veículo sofre depreciação. Em geral, o zero quilômetro sofre uma queda considerável nos três primeiros anos de vida. Além disso, essa condição varia muito entre os modelos, o que exige uma pesquisa aprofundada. A Tabela Fipe será sua grande aliada nesse momento.
Esse parâmetro é essencial na hora de revender, fazendo com que você tenha vantagem ou prejuízo com a negociação do seu usado. Aliás, alguns elementos estéticos afetam o valor de revenda. Carros com cores extravagantes (amarelo, laranja, verde-limão e rosa, por exemplo) são menos valorizados que modelos com tons tradicionais, em especial prata, cinza e branco.
Os custos após a compra também devem ser considerados. Existem automóveis de luxo mais antigos sendo vendidos por valores tentadores e até abaixo dos populares do mesmo ano. Porém, esses carrões escondem um custo de conserto muito elevado. Não é unânime, mas vale observar esse detalhe.
Além disso, independentemente do porte, modelo e valor, é importante considerar impostos obrigatórios e gastos necessários, como IPVA, seguro auto e revisões. Aqui, vale levantar os preços de peças, componentes e sistemas para ter uma noção realista do preço para manter o veículo em boas condições de uso.
Consumo de combustível
O custo do combustível pesa muito no momento da escolha, ainda mais se você pretende usar o automóvel todos os dias. Por exemplo, se você roda em média 10 mil quilômetros por ano e escolhe um modelo que faz cerca de 13 km/l, vai gastar mais de R$3 mil anualmente com álcool ou gasolina. Essa condição tem um peso considerável no momento de avaliar o custo-benefício de um veículo. Vale acessar a tabela PBE Veicular para tirar a prova.
Acessórios
Itens como ar-condicionado, conjunto de airbags, câmera traseira, freio ABS, sensor de estacionamento e outros componentes valorizam o carro. Mas veja se esses acessórios trarão algum benefício para você ou se servirão apenas para encarecer a compra. Caso faça trajetos básicos, como ir ao trabalho e fazer compras no mercado, pode não ser necessário ter um volante multifuncional e teto solar, por exemplo. Avalie o custo-benefício antes de tomar sua decisão.
Perfil do motorista
Você curte passeios aventureiros? Prefere dirigir apenas na cidade? Quer estacionar em locais apertados para ficar próximo de algum estabelecimento? Esses questionamentos ajudam na sua decisão.
Afinal, se você gosta de viajar longe no fim de semana vai querer um veículo mais espaçoso. No entanto, se você só anda pelo trânsito local pode optar por um modelo mais compacto e econômico.
Considere também o seu modo de dirigir. Se gosta de potência para correr e subir morros, uma opção com motor mais robusto é a melhor pedida. Caso priorize estabilidade, conforto e pouco ruído, um propulsor de 1.0 ou 1.4 é a melhor opção. Avalie todos os elementos possíveis para escolher o carro ideal.
Com os métodos para avaliar a usabilidade do automóvel, você fará uma aquisição consciente. Os parâmetros mencionados no conteúdo são muito importantes para você ter um veículo que atenda às suas demandas diárias de locomoção. Por fim, vale mencionar a importância de comprá-lo em um estabelecimento de confiança para garantir suporte em caso de dúvidas ou problemas.
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