Melhores caminhões médios (toco e truck) usados
4. Mercedes-Benz L-1620
Um dos caminhões usados mais respeitados do Brasil, o Mercedes-Benz L-1620 virou referência porque une motor forte, mecânica simples, manutenção acessível e uma liquidez difícil de bater. Não é moderno, não é silencioso nem entrega conforto de caminhão novo, mas trabalha muito e vende rápido.
Na configuração toco, ele atende bem carga seca, baú, tanque e até aplicação como caminhão caçamba toco em serviços urbanos e rurais. O motor OM 366 LA é praticamente uma escola de mecânica diesel no país, mas isso não libera compra no escuro: vazamentos, fumaça excessiva, diferencial roncando e caixa arranhando marcha são sinais de conta alta chegando.
Ficha rápida
- Motor: Mercedes-Benz OM 366 LA, 211 cv, diesel, câmbio manual;
- Consumo na cidade: 3,0 a 3,5 km/l carregado (média de mercado);
- Consumo na estrada: 4,5 a 5,0 km/l vazio ou com carga leve (média de mercado);
- Capacidade de carga: varia conforme toco ou truck; PBT de referência de 16 t no 4×2;
- Ideal para: carga regional, caçamba toco, carga seca, baú e operação rural.
Veredito NaPista
- Prós: revenda fortíssima, mecânica simples, manutenção conhecida em todo o país;
- Contras: idade elevada, conforto baixo para padrões atuais.
Dica do especialista NaPista: confira bomba injetora, bicos, compressão do motor e folgas no diferencial. No 1620, exemplar bom vale mais que ano mais novo.
5. Volkswagen Constellation 24.250
O Volkswagen Constellation 24.250 é um modelo versátil e muito presente em operação regional. Agrada porque entrega boa capacidade de carga, motor Cummins conhecido e cabine mais atual que modelos mais antigos, sem entrar no custo de aquisição de caminhões novos.
É um bruto que serve para baú, sider, carga seca, bebidas, graneleiro leve e até aplicações com implementos mais específicos. O consumo depende muito da carga e da rota, mas costuma ficar dentro do esperado para um truck de 250 cv. Na compra, o segredo é fugir de unidade castigada por excesso de peso ou manutenção feita só no corretivo.
Ficha rápida
- Motor: Cummins Interact 5.9/6.0, 250 cv, diesel, câmbio manual;
- Consumo na cidade: 3,5 a 3,8 km/l carregado (média de mercado);
- Consumo na estrada: 4,0 a 4,5 km/l vazio ou com carga leve (média de mercado);
- Capacidade de carga: cerca de 16 toneladas de carga útil mais carroceria, conforme versão;
- Ideal para: distribuição regional, carga seca, baú, sider e operação de médio porte.
Veredito NaPista
- Prós: conjunto mecânico conhecido, boa oferta de peças, versatilidade de aplicação;
- Contras: unidades de frota podem ter uso pesado, acabamento interno simples.
Dica do especialista NaPista: olhe com cuidado eixo traseiro, suspensão, cubos e desgaste de pneus. Truck que rodou com sobrepeso costuma denunciar o passado nesses pontos.
6. Volvo VM 260 ou 270
O Volvo VM 260 ou 270 é uma escolha interessante para quem quer subir um degrau em conforto e dirigibilidade sem chegar ao custo de um pesado rodoviário. Ele aparece em versões toco, truck e até configurações mais específicas, o que permite encontrar caminhões usados bem diferentes dentro da mesma família.
O conjunto com motor MWM é conhecido no mercado, e as versões mais bem cuidadas entregam boa relação entre capacidade, conforto e custo operacional. Só que o VM exige mais critério que um Mercedes antigo: manutenção negligenciada em injeção, eletrônica, caixa e diferencial pode transformar um bom negócio em uma dor de cabeça cara.
Ficha rápida
- Motor: MWM 7A260 ou MaxxForce 7.2H, 260 cv ou 270 cv, diesel;
- Consumo na cidade: 2,5 a 4,5 km/l carregado, conforme versão e aplicação;
- Consumo na estrada: 3,5 a 5,0 km/l, podendo melhorar vazio em rota favorável;
- Capacidade de carga: varia de 16 t a 23 t de PBT, conforme configuração;
- Ideal para: carga regional, baú, sider, plataforma e operações que pedem mais conforto.
Veredito NaPista
- Prós: boa ergonomia, ampla variedade de versões, conjunto forte para uso regional;
- Contras: manutenção pode ser mais cara que rivais simples, compra exige histórico claro.
Dica do especialista NaPista: peça diagnóstico eletrônico e histórico de manutenção. No VM, economizar na vistoria antes da compra costuma sair caro depois.
Cavalos mecânicos pesados
7. Volvo FH 400 (6×2)
O Volvo FH 400 6×2 entra nessa faixa de até R$ 200 mil geralmente em anos mais antigos, como 2007 a 2009. Isso não é necessariamente problema: o motor D13 de 13 litros tem fama de rodar mais de 1 milhão de km quando recebe manutenção certa, óleo correto e motorista que respeita a faixa de torque.
O cavalo mecânico é forte, confortável e muito competente em viagens de média e longa distância. A compra, porém, precisa ser fria: FH barato demais pode esconder turbina cansada, injeção cara, caixa I-Shift maltratada ou diferencial pedindo reparo. É o tipo de caminhão que pode dar dinheiro, mas não perdoa aventureiro sem reserva de manutenção.
Ficha rápida
- Motor: Volvo D13A, 400 cv, diesel, câmbio I-Shift ou manual;
- Consumo na cidade: 2,8 a 3,3 km/l carregado com carreta 3 eixos;
- Consumo na estrada: 3,8 a 4,5 km/l vazio ou com carga leve;
- Capacidade de carga: cavalo 6×2 para composições rodoviárias, conforme implemento;
- Ideal para: transporte rodoviário, carreta LS, sider, baú e graneleiro;
- Preço médio NaPista: Confirmar.
Veredito NaPista
- Prós: motor D13 muito robusto, cabine confortável, ótimo desempenho rodoviário;
- Contras: manutenção cara, exemplares antigos exigem vistoria pesada.
Dica do especialista NaPista: avalie caixa I-Shift, histórico de troca de óleo, turbina, pressão do motor e estado do chicote elétrico. O menor ruído estranho pode virar orçamento grande.
8. Scania R 114 380
O Scania R 114 380 é cultuado por um motivo simples: é bruto, aguenta estrada e tem uma legião de mecânicos que conhece bem a Série 4. Mesmo mais antigo, ainda é desejado por autônomos e transportadores que valorizam resistência, cabine boa para a época e mecânica com grande aceitação.
O motor de 11 litros e 380 cv não tem a eletrônica dos caminhões mais novos, mas oferece força suficiente para muita operação rodoviária. O alerta é que quase todo R 114 já rodou bastante, por isso, o melhor negócio não é o mais barato, e sim aquele com motor alinhado, caixa justa, diferencial silencioso e documentação de manutenção minimamente confiável.
Ficha rápida
- Motor: Scania DC11, 380 cv, diesel, câmbio manual;
- Consumo na cidade: 2,0 a 2,5 km/l carregado com carreta;
- Consumo na estrada: 3,5 a 4,5 km/l vazio ou leve;
- Capacidade de carga: cavalo 4×2, 6×2 ou 6×4, conforme configuração;
- Ideal para: transporte rodoviário, graneleiro, carga seca e operação autônoma.
Veredito NaPista
- Prós: mecânica consagrada, alta aceitação no mercado, cabine robusta;
- Contras: idade elevada, muitos exemplares já passaram por uso severo.
Dica do especialista NaPista: verifique unidades injetoras, folgas de transmissão e trincas estruturais. Scania bom costuma ter dono cuidadoso e histórico coerente.
9. Mercedes-Benz Axor 2540 (6×2)
O Mercedes-Benz Axor 2540 6×2 é um cavalo mecânico robusto e bem aceito para quem precisa de força, rede ampla e custo de manutenção mais previsível que alguns concorrentes premium. O motor OM 457 LA de 401 cv é conhecido por trabalhar pesado, especialmente em carreta de 3 eixos, baú, sider e graneleiro.
Na faixa de até R$ 200 mil, normalmente aparecem unidades mais rodadas, mas ainda capazes de entregar boa vida útil. O Axor exige atenção especial à caixa, diferencial, freios e sistema pneumático. Quando o conjunto está íntegro, é caminhão de alta produtividade; quando foi negligenciado, a conta aparece rápido.
Ficha rápida
- Motor: Mercedes-Benz OM 457 LA, 401 cv, diesel, câmbio manual ou semiautomatizado;
- Consumo na cidade: 2,1 a 2,4 km/l em rota mista carregada;
- Consumo na estrada: 2,5 a 3,5 km/l vazio ou com carga leve;
- Capacidade de carga: cavalo 6×2 para composições rodoviárias, conforme implemento;
- Ideal para: transporte rodoviário, carreta 3 eixos, sider, baú e graneleiro.
Veredito NaPista
- Prós: rede Mercedes ampla, motor forte, boa relação entre força e manutenção;
- Contras: consumo sensível à carga e relevo, câmbio e diferencial exigem atenção.
Dica do especialista NaPista: confira sistema pneumático, freio motor, embreagem e vazamentos no conjunto. No Axor, teste de estrada com carga vale mais que conversa de pátio.